NOTAS e FOTOS • Por: Humberto Fernandes e Thiago Leal

Líder de todos os tempos do Toronto Maple Leafs em gols (420) e pontos (987), vice-líder em assistências (567) e mais/menos (+99), 20.º de toda a história da NHL em gols (564), 25.º em pontos (1.349) e primeiro em gols na prorrogação (15), primeiro jogador europeu a ser escolhido com a primeira escolha geral no recrutamento (1989), único sueco a marcar 500 gols e 1.000 pontos, campeão olímpico em 2006.

Essas são algumas das informações retiradas do currículo de Mats Sundin, central de 38 anos que anunciou sua aposentadoria do hóquei profissional após 18 temporadas, sendo 13 delas com os Maple Leafs.

"É um pouco triste anunciar que a minha carreira como jogador de hóquei profissional acabou," ele disse aos repórteres durante a coletiva de imprensa em Estocolmo. "Eu amaria jogar até os 65 anos de idade, mas como um jogador de hóquei você se aposenta um pouco antes disso," acrescentou. Em alguns anos, Sundin será recebido no Salão da Fama do Hóquei, mas antes disso deve ter seu número 13 eternizado pelos Maple Leafs.

Sundin atuou também pelo Quebec Nordiques, entre 1990-91 e 1993-94, e pelo Vancouver Canucks, na temporada passada, quando marcou 28 pontos em 41 jogos, justamente o pior desempenho de sua carreira. Antes de assinar como agente livre com os Canucks, Sundin passou os três primeiros meses da temporada decidindo se retornaria ao hóquei. No fundo ele nunca se sentiu em casa em Vancouver, porque seu coração estava em Toronto, mas os Maple Leafs fecharam a porta para aquele que foi seguramente um dos três maiores jogadores de sua história.

A maior frustração da carreira de Sundin foi nunca ter vencido a Copa Stanley. E é porque jogadores como ele nunca tocarem a Copa que este troféu é tão especial.

Sundin agora vai se dedicar ao pôquer, a nova febre mundial entre os ex-atletas. TheSlot.com.br adverte: baralho não é esporte.

Enquanto Sundin se despede, seu conterrâneo Peter Forsberg luta contra o próprio corpo para continuar jogando hóquei profissionalmente. E as notícias eram as melhores possíveis até a semana passada.

Logo após seu segundo jogo com o MoDo, da liga sueca, um jornalista do Aftonbladet escreveu: "Eu assisti ao jogo de Foppa esta noite. Ele deu o passe para o primeiro gol do MoDo e marcou o gol da vitória na prorrogação. Eu não o vejo jogar melhor há cinco anos. Ele dominou o jogo e até brigou com Marcus Ragnarsson (ex-Sharks). Todos aqui na Suécia estão impressionados. O velho Foppa está de volta."

Forsberg também falou depois do jogo e confirmou que se sentia melhor e que queria jogar no mais alto nível — ou seja, na NHL.

Então, três dias depois, no seu terceiro jogo, Forsberg sentiu uma contusão no pé por esforço excessivo. Apesar do revés, o jogador disputou a partida e marcou o único gol da derrota do MoDo. Em três jogos, Forsberg marcou três gols e uma assistência, formando um ótimo cartão de visitas para as equipes interessadas.

Nos últimos três anos, Forsberg disputou ao todo 15 jogos, somando os deste ano. É o que um jogador saudável normalmente disputa na NHL em cinco semanas.

O sueco terá que decidir se vai continuar atuando na Europa ou se vai retornar à América. Sua viagem para Denver já está marcada, não para discutir seu futuro, mas para prestigiar a noite de Joe Sakic, quando o ex-capitão do Colorado Avalanche terá sua camisa aposentada. A homenagem está marcada para a estreia dos Avs na temporada, contra o San Jose Sharks.

Jim McIsaac/Getty Images
"É John... mas se chamar de João ele atende"
Sim, um luso-português. Esqueça Mike Ribeiro. O novo futuro melhor jogador de todos os tempos tem um sobrenome perfeitamente pronunciável para qualquer brasileiro. John Tavares fez muito barulho pelo London Knights e pelo Oshawa Generals, equipes juvenis pelas quais atuou na Ontario Hockey League, e agora terá seu potencial testado na NHL. As comparações superam as escolhas de número 1 recentes, como Patrick Kane ou Steven Stamkos, e vão direto a fenômenos de recrutamento como Sidney Crosby e Eric Lindros. Selecionado pelo New York Islanders, a primeira escolha geral do ano terá que aguentar o jogo físico de times como o Philadelphia Flyers para provar que tudo que se falou a seu respeito é verdade. Mas, desde já, pronunciar "Tavares" é bem mais agradável que "Jagr", "Tkachuk", "Gretzky" ou "Pierre-Luc Letourneau-Leblond'.
(29/09/2009)

Líder de todos os tempos do Washington Capitals em jogos (711), vitórias (301) e shutouts (35), 19.º de toda a história da NHL em jogos disputados (719), 21.º em vitórias (303), primeiro sul-africano selecionado no recrutamento da NHL, vice-campeão da Copa Stanley em 1998, ganhador do Troféu Vezina em 2000 e maior jogador da história dos Capitals segundo os torcedores (2004).

Olaf Kolzig é outro grande que se vai, aos 39 anos, depois de 17 temporadas na NHL, todas em Washington com exceção da última.

Descendente de alemães, Kolzig defendeu a Alemanha em sua carreira internacional, coroada pela participação em duas Olimpíadas.

"Olie the goalie" foi titular absoluto do gol dos Capitals entre 1997-98, ano em que a equipe chegou às finais da Copa Stanley, e 2007-08, quando perdeu a posição para Cristobal Huet, contratado no dia-limite de trocas. Reserva durante a campanha nos playoffs, Kolzig decidiu não renovar seu contrato com a equipe e assinou com o Tampa Bay Lightning para ser reserva de Mike Smith na temporada seguinte.

Com apenas oito jogos disputados, Kolzig rompeu um tendão no bíceps do braço esquerdo e perdeu o restante da temporada. No dia-limite de trocas, foi negociado com o Toronto Maple Leafs, mas nunca vestiu a camisa da equipe.
Apesar da falta de notícias, a NHL continua investigando os contratos assinados por Marian Hossa (Chicago Blackhawks), Chris Pronger (Philadelphia Flyers) e Roberto Luongo (Vancouver Canucks).

Segundo Pierre Lebrun, da ESPN, a liga contratou um escritório de advocacia independente para conduzir os trabalhos, que incluem a análise de documentos e ligações telefônicas. "A liga procura qualquer evidência de que os times e os empresários conspiraram para burlar o acordo coletivo de trabalho," escreveu LeBrun.

A NHL não gostou da configuração dos contratos, que prevêem salários baixíssimos nos últimos anos em comparação com o valor do início do vínculo, tática estabelecida para reduzir o valor do impacto salarial ao longo do contrato.

Se a liga encontrasse alguma prova do "crime", a equipe infratora estaria sujeita a diversas punições, desde multas milionárias e perdas de escolhas no recrutamento até a anulação do contrato. Provavelmente isso não acontecerá.

Todos os três jogadores terão mais de 40 anos quando seus contratos se expirarem. Hossa, que receberá US$ 55,3 milhões pelos próximos sete anos, terá direito a apenas US$ 8 milhões nos últimos cinco anos de contrato. Pronger ficará US$ 29,4 milhões mais rico em quatro anos, enquanto nos três anos finais receberá pouco mais de US$ 5 milhões. Luongo, por sua vez, vai ganhar mais de US$ 63,7 milhões nos primeiros nove anos de seu vínculo, restando míseros US$ 7 milhões para os quatro últimos anos.
Número 240
Foto: Alunda Edmonds
É na pré-temporada que as equipes se ajeitam, os jogadores aprimoram a forma física e... o operador do placar acerta a mão. Os Penguins, não os Blue Jackets, venceram este jogo por 5-4.
Getty Images
Tecnicamente falando, tanto um taco de hóquei quanto uma espada tem "lâmina". Então é perfeitamente possível confundir os dois.
Jimmy Jeong/CP
Tem uma estrela brilhando na arena do Edmonton Oilers. Mas, definitivamente, não é dentro do rinque.
AP
A gritaria infernal dos 37 torcedores do Washington Capitals assustou o bebê e o fez chorar.
AP
Bomba! O hóquei sueco jamais será o mesmo. Mats Sundin anuncia... implante de cabelo!
Christian Petersen/Getty Images
Responda rápido: você está no mar. Em quem confiaria? Em um tubarão branco ou no Dany Heatl... OK, no tubarão branco.
AP
O Detroit Red Wings considerou esta vitória em um amistoso de pré-temporada sobre o Pittsburgh Penguins como o jogo 8 da Copa Stanley. E agora quer ficar com o troféu...
AP
... isso fez com que os Penguins reforçassem a segurança da Copa. Mas, bom, esse papo de "defender o título" já está indo longe demais...
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Página publicada em 30 de setembro de 2009.